O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, não prorrogou o afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), abrindo caminho para que ele volte a exercer o cargo. Entretanto, o STF manteve o parlamentar afastado da comissão que discute destino de verbas para o combate à pandemia da Covid-19. Em outubro de 2020, Barroso determinou que Chico fosse afastado por 90 dias, depois que agentes da Polícia Federal (PF) flagraram o senador escondendo R$ 30 mil em sua cueca. Entretanto, como o próprio senador se licenciou por 121 dias, o afastamento de Barroso foi retirado. O prazo da licença se encerra nesta quinta-feira, 18. Ao analisar uma possível prorrogação, o ministro disse que “não há fatos recentes que justifiquem uma nova decisão de afastamento do mandato”. Além disso, o Ministério Público (MP) ainda não ofereceu uma denúncia contra Chico Rodrigues.

Com isso, Barroso entendeu que não há riscos do senador prejudicar as investigações que estão em curso. Entretanto, o ministro admitiu possibilidade de rever a decisão caso sejam encontradas irregularidades. Para justificar o impedimento de compor a comissão sobre Covid-19, o ministro citou elementos ligados ao envolvimento do parlamentar em fraudes. “Seria um contrassenso permitir que o investigado pelos supostos desvios viabilizados pela atuação na comissão parlamentar voltasse a nela atuar no curso da investigação”, explicou Barroso. O senador é suspeito de fraude e dispensa indevida de licitações, peculato,  integrar organização criminosa que estaria envolvida no desvio de recursos federais para o combate à Covid-19 em Roraima.