A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) acredita que, junto com o novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), conseguirá ‘destravar as pautas importantes para o Brasil’. A parlamentar considera que o país precisa avançar nas pautas que possam “tocar a economia”. “Participei ativamente da campanha do Arthur Lira porque acredito que as propostas dele como candidato de ajudar a tocar os projetos importantes para o Brasil, afinado com o governo Bolsonaro, trarão toda possibilidade do Brasil destravar e finalmente conseguirmos caminhar a passos largos. Juntos, eu na presidência da CCJ e o presidente Lira conseguiremos destravar pautas importantes para o Brasil“, avaliou durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 03.

A parlamentar, que foi indicada para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, garantiu que à frente da comissão toda atenção para a reforma administrativa, proposta que ainda deve passar pela CCJ e que, segundo a deputada, “é tão importante para o desenvolvimento do nosso país”. Bia Kicis reforçou que sua função na presidência será de avaliar a constitucionalidade dos projetos apresentados, negando que exista qualquer relação com ser “aliada incondicional “do presidente Jair Bolsonaro. “Fui procuradora do Distrito Federal por 24 anos, sou uma pessoa da conversa. Como vice-presidente da CCJ por um ano conduzi muitas das sessões e conseguimos aprovar projetos importantes. Então acho que reúno as condições, tanto conhecimento jurídico quanto capacidade política, para conversar com os demais integrantes e dar um protagonismo para todos que fazem parte da comissão”, disse. A deputada esclareceu que foi indicada para a presidência da CCJ pelo PSL após um acordo do partido, mas ainda cabe eleição quando a comissão for montada. “Devo ser candidata única e espero contar com os votos de todos os colegas.”

Ao ser questionada sobre a sua indicação para o cargo enquanto tramita o inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal, Bia Kicis classificou a investigação como “inquérito do fim do mundo” e garantiu que não dissemina notícias falsas. Ela pontuou que, eventualmente, qualquer um “pode publicar alguma notícia que se verifique que não é verdadeira”, mas isso não significa que houve uma “intenção deliberada de se enganar alguém”. “Eventualmente, um post pode ter de informação imprecisa, a única vez que isso aconteceu eu imediatamente pedi desculpas ao público e retirei. Não pratico fake news, quem me acusa de fake news quer calar a minha opinião. Isso é censura, o que eu repudio.”