O presidente Jair Bolsonaro rebateu, na quarta-feira, 11, as críticas do ex-presidente Lula, que afirmou que o governo dele errou no combate a Covid-19. Segundo Bolsonaro, o problema é que o petista mente para tentar chamar a atenção, quer tirá-lo do poder pela economia, não sabe o que fala, não tem argumentos e vai ficar, segundo ele, tagarelando por aí ainda por um certo tempo. “Então, não justifica essa crítica do ex-presidente Lula, né, que agora inicia uma campanha. E como não tem nada para mostrar de bom, e essa é uma regra do PT, a campanha deles é baseada em criticar, mentir, desinformar.”

Ainda de acordo com Bolsonaro, os governos petistas foram marcados pelo desmanto e corrupção — e, se eles ainda tivessem no poder, os resultados para o país seriam muito negativos. “Imagina a pandemia com o Lula presidente da República. Se roubaram e muito alguns governadores e prefeitos com esse recurso, imagina se o PT tivesse no governo. Seria roubado no mínimo 90% do que foi entregue aos entes federados.” O presidente voltou a criticar a adoção de medidas restritivas. Principalmente, segundo ele, por gestores ligados ao PT. Bolsonaro admitiu que a população está, sim, preocupada. Ele ressaltou, no entanto, que se o candidato petista tivesse sido eleito em 2018, o país estaria em um verdadeiro caos por conta da decretação de um lockdown nacional.

“Imagine se o candidato dele, o Haddad, tivesse sido eleito em 2018. Essa política de lockdown estaria colocada em todo o Brasil. Seria um caos. Agora, política semelhante adotou a Argentina. Olha como está a Argentina. Já começa um processo semelhante ao da Venezuela.” Quando foi perguntado sobre pesquisa divulgada ontem de intenção de voto para 2022, que mostra ele na frente, o presidente desconversou. Disse que ainda é cedo para falar em eleição e cedo para dizer também que Lula vai concorrer — uma vez que é preciso esperar o final do julgamento lá do STF.

“Acho que é muito cedo para falar em pesquisa, né? Se bem que o Lula está comemorando cedo, no meu entender.” O presidente garantiu ainda o pagamento do auxilio emergencial por apenas mais quatro meses. Segundo ele, manter o benefício por mais tempo seria uma irresponsabilidade fiscal. No Congresso Nacional, a pressão é grande para que o valor seja até aumentado. O presidente, no entanto, alerta que as consequências seriam perigosas — uma vez que a tendência seria de aumento dos preços e, consequentemente, da inflação.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin