O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, 10, a abertura de processo contra o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) por importunação sexual depois que ele foi flagrado apalpando o seio da deputada Isa Penna (PSOL). Na defesa apresentada ao colegiado, o advogado que representa Cury afirmou que o parlamentar não teve intenção de assediar a colega e se referiu ao ato como um rápido e superficial “abraço”.

A denúncia foi aceita pelos nove deputados presentes: Adalberto Freitas (PSL), Emidio de Souza (PT), Barros Munhoz (PSB), Wellington Moura (Republicanos), Delegado Olim (PP), Erica Malunguinho (PSOL), Alex de Madureira (PSD), Campos Machado (Avante) e Estevam Galvão (DEM). O petista foi escolhido relator do caso pela presidente do Conselho de Ética, Maria Lucia Amary (PSDB). Fernando Cury tem, agora, o prazo de cinco sessões ordinárias do plenário da Alesp para apresentar sua defesa ao colegiado. O documento será analisado por Emidio de Souza, que terá 15 dias para elaborar um parecer. Em caso de condenação, o deputado do Cidadania pode ter o mandato suspenso e até ser cassado.

Isa Penna pede a cassação do mandato, sob argumento de que houve quebra de decoro parlamentar. Depois de autorizado pelo desembargador João Carlos Saletti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, o caso também é investigado pelo Ministério Público. Mas a defesa de Cury pede a revogação da investigação, até que a defesa apresente os argumentos dele. Cury conseguiu suspender na Justiça o processo de expulsão do partido Cidadania, alegando cerceamento de defesa.