O deputado federal Paulinho da Força nega que esteja tentando fugir da notificação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro a partir da delação feita por executivos da Odebrecht. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 03 de abril do ano passado. No entanto, desde então, o processo está parado porque nem o parlamentar ou o chefe de gabinete foram encontrados para receber a notificação do Supremo. Em nota, o deputado afirmou que não está evitando as notificações e que pode ser facilmente encontrado pelos endereços oficiais. A assessoria diz ainda que o gabinete de Paulinho da Força é o mesmo que desde que ele foi eleito pela primeira vez, há 14 anos.

O Supremo diz que cabe à secretaria judiciaria do Tribunal encontrar e informar os investigados para que apresentem defesa. Há também a possibilidade de notificação por edital, quando a citação é publicada na internet, no site do Tribunal, o que ainda não ocorreu. De qualquer forma, o Supremo afirma que tem adotado todas as providências necessárias para a localização dos investigados, considerando “surpreendente” que eles ainda não tenham sido encontrados. Teoricamente, a dificuldade para notificação do parlamentar pode ser motivada pelas sessões remotas do Legislativo em 2020. No entanto, Paulinho da Força participou de quatro sessões presenciais na Câmara neste ano, ao sendo uma delas, inclusive,a eleição para presidência da Casa, realizada no último dia primeiro. Segundo denúncia da PGR, o deputado recebeu R$ 1,8 milhão em dinheiro em espécie da Odebrecht para orientar, influenciar, arrefecer e dissuadir eventuais sindicais contrários aos negócios da empresas, além de incentivar a participação privada no setor de saneamento básico.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado