O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu, nesta quinta-feira, com representantes do setor bancário, para apresentar o cronograma de votações das reformas que tramitam no Congresso. No jantar promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Lira disse que a reforma administrativa deve ser aprovada na Câmara e entregue ao Senado em dois meses e voltou a estipular um prazo de seis a oito meses para que a tramitação da reforma tributária seja concluída.

“Temos a expectativa de que até próxima semana o Senado consiga enviar para a Câmara a PEC do Pacto Federativo e a PEC Emergencial. Na próxima semana, nós, da Câmara, instalaremos a CCJ e a reforma administrativa lá está. Se o Senado mandar [as duas PECs] na próxima semana, no máximo em 10 ou 15 dias, entregaremos o Pacto federativo e e PEC Emergencial. A reforma administrativa seguirá o rito da Casa, porque está na CCJ. Em dois meses a gente entrega a reforma administrativa ao Senado. E lá com um mês deve ser aprovada, porque o trâmite é mais simplificado. A gente, em três meses, no primeiro trimestre da posse dos presidentes da Câmara e Senado, consegue entregar de maneira bem simbólica a reforma administrativa, porque ela vai demonstrar a vontade do Parlamento em dar sinalizações, enxugamento de despesas, previsão de gastos menores por parte do poder público. A reforma tributária terá uma discussão mais técnica e apurada porque trás efeitos mais contundentes para a economia, mas também detém uma gama de inquietudes que precisam ser esclarecidas. A gente vai tratar em um prazo de seis a oito meses, é o cronograma estabelecido entre os presidentes da Câmara e do Senado, contando com o apoio das lideranças e dos deputados e senadores que querem fazer reformas e destravar o setor de investimentos no Brasil”, disse.

Lira também afirmou que a relação com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é “boa” e “respeitosa”. “É uma relação no mesmo padrão que tratamos com o Executivo. Temos uma relação harmônica, independente, sem muitos atritos, nos gestos políticos necessários para que a democracia funcione na plenitude. A relação é boa, respeitosa, cada um no seu mister, tendo a percepção de que [o ministro] tem que saber das limitações e das situações que a política necessita para que desempenhe e entregue ao Brasil as matérias que ali são enviadas”, explicou.