Está prevista para esta sexta-feira, 11, uma reunião entre o procurador-geral da República, Augusto Aras e o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é discutir o cumprimento da ordem do Tribunal que limitou as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do coronavírus. Vale lembrar que Fachin é o relator de uma ação do PSB e de instituições de defesa dos direitos humanos. Tal ação questiona os métodos da segurança pública carioca. Em agosto, o STF determinou que, durante a pandemia, só estavam liberadas as operações “em hipóteses absolutamente excepcionais, que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente”.

Nesta quinta-feira, houve reunião de Aras com o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, o ministro da justiça, André Mendonça, as polícias e o Ministério Público Estadual. Para os representantes da área da segurança, sem as operações, há risco de fortalecimento de facções criminosas e de milícias. O procurador disse que a situação da segurança pública no Rio é de “altíssima complexidade”. As autoridades policiais contam que seguem à risca a decisão do Supremo. No entanto, no fim do mês passado, Fachin cobrou do governo do Rio de Janeiro explicações sobre operações policiais realizadas entre agosto e outubro, afinal ocorreram depois da decisão pela limitação das incursões durante a pandemia da Covid-19.

*Com informações do repórter Fernando Martins