O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), defendeu, nesta quinta-feira, 22, uma parceira entre os governadores e o governo dos Estados Unidos para combater o desmatamento ambiental, as queimadas e o aquecimento global. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Mendes disse que os representantes estaduais enviaram uma carta ao governo de Joe Biden para abrir um diálogo entre os países sobre a questão ambiental brasileira. “Essa questão do clima é uma preocupação de todos nós brasileiros, governadores, governo federal e de todo ser humano que entende a importância de cuidar do meio ambiente e, acima de tudo, tomar medidas para mudar esse rumo do chamado aquecimento global. A nossa intenção é de fazer um posicionamento a favor disso”, explica o governador. Para ele, os EUA são um exemplo de país que mudou completamente de posicionamento em relação ao aquecimento global. “Pouco tempo atrás, os Estados Unidos saíram de todos as conversas sobre o aquecimento global. A posição do antigo presente dos EUA, o Donald Trump, era muito ruim. Mas agora, com Joe Biden, isso mudou completamente, criando uma perspectiva interessante de diálogo”, justifica.

Apesar da carta ser não contar com a participação do governo federal, Mendes assegura que o documento não é uma crítica à gestão do presidente Jair Bolsonaro. “A nossa carta em nenhum momento faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro, ela se coloca. Ela apenas coloca os governadores à mesa para dialogar com os Estados Unidos”, diz o governador do Mato Grosso. Nesta quinta-feira, 22, o presidente Bolsonaro era participar da Cúpula do Clima. A expectativa é de um pronunciamento mais moderado de Bolsonaro, que deverá sinalizar o empenho do Brasil para conter o desmatamento. “Nossa imagem ambiental perante o mundo é muito importante. Perante os consumidores, perante os compradores, mas, acima de tudo, é muito importante perante a nós brasileiros”, enfatiza Mendes. “Os interesses econômicos daqueles que querem prejudicar o Brasil, daqueles que são nossos concorrentes internacionais, sempre vão existir, mas nós temos que ir para o jogo”, completa. Segundo ele, reagir ao invés de agir é o principal problema do Brasil na questão ambiental. “O grande problema é que muitas vezes nós reagimos quando somos atacados, nós reagimos quando alguém fala em algum tipo de embargo contra os produtos brasileiros, nós reagimos quando tem uma grande queimada no Pantanal e nas florestas. Nós temos que agir, nós temos que trabalhar para mostrar tudo que nós somos, que se cometemos algum erro no passado, estamos dispostos a corrigir”, defende o político.