Nesta quarta-feira, 10, o Fórum de Governadores divulgou uma carta conclamando um “pacto nacional” para conter o avanço da Covid-19 no Brasil, no momento em que o país vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus – segundo um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 25 capitais brasileiras têm ocupação de leitos públicos de UTI voltados para adultos acima de 80%, nível considerado como crítico. O documento cobra do governo federal expansão da vacinação, apoio a medidas preventivas e ampliação dos leitos.

Diante do colapso nacional, havia uma expectativa de que os governadores anunciassem medidas mais rígidas, como, por exemplo, um toque de recolher, para restringir a circulação de pessoas em faixas de horário, e a proibição da venda de bebidas alcoólicas em determinadas horas do dia. A Jovem Pan apurou que o recuo ocorreu porque não houve consenso entre os governadores.

“O coronavírus é hoje o maior adversário da nossa Nação. Precisamos evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o Brasil e melhorar o combate à pandemia. Só assim a nossa Pátria poderá encontrar um caminho de crescimento e de geração de empregos”, diz um trecho da carta. “Consideramos que esse Pacto deve ser dirigido por um Comitê Gestor, com a participação dos três Poderes e de todos os níveis da Federação, além da assessoria de uma comissão de especialistas. Esse é o nosso respeitoso convite à Nação, acreditando que as Casas do Congresso Nacional, como instâncias de representação de toda a sociedade, podem ser as condutoras desse importante Pacto. Estamos unidos pela vida e pela saúde”, acrescentam.

Como a Jovem Pan mostrou, os governadores vinham discutindo, desde o domingo, 7, o anúncio de medidas restritivas em conjunto. A ideia era que os gestores locais anunciassem medidas básicas, comum a todos, e que demais iniciativas fossem adotadas conforme a necessidade das regiões. A proposta foi feita pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e recebeu o apoio de 22 Estados.