A Polícia Federal (PF) apreendeu dois celulares na cela do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), na Superintendência da corporação, no Rio de Janeiro. Os telefones foram encontrados durante uma vistoria, no início da tarde desta quinta-feira, 18, antes da realização da audiência de custódia que manteve a prisão do parlamentar. O deputado bolsonarista foi detido em sua casa, em Petrópolis (RJ), na noite de terça-feira, 16, após a publicação de um vídeo com uma série de ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A Polícia Federal informa que, durante a execução dos protocolos de segurança realizados em local de custódia, foram localizados, no início da tarde de hoje, 2 aparelhos celulares na sala onde se encontra custodiado o Deputado Federal Daniel Silveira na Superintendência da PF no Rio de Janeiro.Foi determinada a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias dos fatos”, diz a PF em nota.

O juiz Airton Vieira, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, decidiu pela manutenção da prisão de Daniel Silveira e determinou sua transferência para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio, em Niterói – o parlamentar deixou a Superintendência da PF por volta das 18h30. Na audiência de custódia, Silveira afirmou que, em seu entendimento, não houve situação de flagrante. “No meu entendimento, com todo o respeito à magistratura e à decisão do senhor ministro, tenho para mim que a situação reputada como flagrante, assim não poderia tê-lo sido, entendo, com todo respeito reiterado que não estávamos diante de uma situação de flagrante, cuja lavratura fora, então, irregular”, disse, segundo a ata da videoconferência, obtida pela Jovem Pan. A defesa do parlamentar também solicitou o relaxamento de sua prisão, com a consequente expedição de alvará de soltura, por considerá-la ilegal.

A Câmara dos Deputados irá analisar a medida cautelar do STF contra Daniel Silveira nesta sexta-feira, 19, às 17h. Como a Jovem Pan mostrou, hoje a tendência é que a prisão de Daniel Silveira seja mantida. No entendimento da maioria dos parlamentares, derrubar uma decisão unânime da Suprema Corte criaria uma crise desnecessária com o Poder Judiciário.