A CPI da Covid-19, instalada nesta terça-feira, 27, começará a investigar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia. Além disso, também será apurado o uso de recursos da União por Estados e municípios. Em uma tentativa de reunir argumentos de defesa para o governo Bolsonaro, a Casa Civil enviou para 13 ministérios uma lista com 23 acusações que podem surgir contra o governo federal durante a CPI da Covid-19. Questionado sobre o documento nesta quinta-feira, 29, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, analisou que o governo federal não está preocupado com as investigações. “Discordo que a lista seja uma confissão de culpa do governo. Todo mundo que, eventualmente, é submetido a questionamentos, estuda a situação e coloca no papel todas as possibilidades de acusações e respostas. O governo está tão despreocupado com a CPI que está colocando no papel as possíveis queixas com o objetivo de esclarecer cada uma delas”, disse Bianco em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

O “incentivo ao tratamento precoce sem evidências científicas”, as “críticas ao isolamento social” e o “negacionismo” estão entre os pontos levantados na lista preparada pela Casa Civil. “O único receio que tenho é que a CPI atrase algumas ações do governo. Neste momento, a União precisa se preocupar em trabalhar para sair da pandemia, vacinando a população e retomando o ritmo de trabalho com segurança. Não enxergo nenhuma negligência do governo federal no combate à pandemia – pelo ao contrário, vejo uma destreza pontual para resolver todos os problemas das melhor maneira possível. Bolsonaro tomou atitudes muito concretas, não faltaram esforços para superar a crise. No entanto, as pessoas precisam entender que o governo federal possui suas limitações – sejam elas contratuais, relativas a prazos ou decisões vindas de outros Poderes”, analisou Bianco. Para o secretário, o Executivo está trabalhando, desde o início da pandemia, para “proteger a vida dos indivíduos na crise sanitária” e “manter a economia pulsando”.

Confira na íntegra a entrevista com Bruno Bianco: