Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 9, o porta-voz do movimento Nas Ruas, Tomé Abduch, opinou sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, emitida nesta segunda-feira, 8, de anular todas as condenações do ex-presidente Lula pela Justiça Federal do Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato. “Ontem o país dormiu entristecido com o momento, vivemos uma enorme tristeza. Nós, que fomos às ruas nos últimos anos para pedir o impeachment de Dilma e a saída do PT do poder, tomamos um tapa na cara com a decisão monocrática de Fachin. Com uma canetada, o ministro tomou essa decisão e deixou o Brasil inteiro açoitado”, disse. Com o decreto de Edson Fachin, Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

“Esta decisão poderia ter sido tomada em qualquer momento, mas por que fizeram apenas agora? É incompreensível e grande parte da população brasileira está inconformada com os decretos do STF. Não temos segurança jurídica para nada, não sabemos sequer o que acontecerá amanhã. O STF destrói o país ao tirar a condenação do maior bandido do Brasil”, opinou o porta-voz do Nas Ruas. Ao acatar o pedido de habeas corpus da defesa de Lula, impetrado no fim do último ano, Fachin afirmou a incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar quatro ações envolvendo o ex-presidente — a do sítio de Atibaia, duas ações sobre o Instituto Lula e a do tríplex do Guarujá.

Apesar de discordar da atuação do Supremo, Tomé Abduch reiterou que o povo deve demonstrar indignação frente aos ministros da Corte, não à instituição em si. “Não existe um país que dê certo sem o funcionamento de uma Suprema Corte. É uma instituição muito boa e importante, mas o problema diz respeito às pessoas que ali estão, tomando decisões equivocadas contra a população brasileira. Estamos aqui para discordar de suas decisões, não podemos atacar a instituição. Chega, não dá mais. Nosso país foi assaltado e estão liberando Lula. Precisamos nos unir, acordar, colocar pressão e pedir o impeachment dos ministros. Jamais descansarei e grande parte da população também não”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com Tomé Abduch: