A construção civil passou anos valorizando velocidade como sinônimo de eficiência, explica Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS e CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura. Entregar mais rápido virou argumento comercial, diferencial competitivo e até símbolo de competência operacional. O problema é que muitos projetos começaram a acelerar cronogramas sem a mesma preocupação em fortalecer processos internos, planejamento técnico e gestão de riscos.
Venha saber mais sobre como está funcionando o mercado e o que se atentar no artigo a seguir!
Quando a velocidade deixa de representar eficiência?
Existe uma diferença importante entre operação eficiente e operação apressada. Projetos bem conduzidos conseguem reduzir prazos sem comprometer qualidade técnica, previsibilidade e organização operacional. Já ambientes pressionados apenas por rapidez costumam acumular retrabalho, falhas de compatibilização, sobrecarga de equipes e aumento silencioso de custos indiretos.
Na prática, muitos problemas aparecem apenas meses depois da entrega. Dentro desse contexto, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim acompanha um segmento em que erros operacionais raramente surgem de forma isolada. Pequenas decisões tomadas para acelerar etapas podem comprometer desempenho estrutural, logística de execução e equilíbrio financeiro do projeto ao longo do tempo.
O que a gestão de obras precisa equilibrar?
A gestão de obras moderna não trabalha apenas com prazo. Hoje, empresas precisam equilibrar produtividade, qualidade, controle de custos, segurança operacional e capacidade de adaptação diante de imprevistos. Quanto maior a complexidade do projeto, menor costuma ser a margem para improviso ou decisões tomadas exclusivamente sob pressão de tempo.
Esse cenário mudou a lógica da construção civil contemporânea, e conforme elucida o ex-presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o planejamento técnico deixou de ser etapa burocrática para se tornar ferramenta estratégica de proteção operacional. Em muitos casos, ganhar alguns dias no cronograma pode gerar perdas muito maiores durante a execução ou na fase posterior de operação.
Por que os erros mais graves nem sempre aparecem imediatamente?
Um dos maiores riscos da aceleração excessiva está justamente no fato de que muitos problemas permanecem invisíveis no curto prazo. Incompatibilidades técnicas, falhas de execução, desgaste prematuro de materiais e problemas operacionais costumam surgir apenas depois que o projeto já foi concluído e colocado em funcionamento.

Na construção civil, o custo do erro raramente aparece apenas no momento em que ele acontece. Em vista disso, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim acompanha um setor em que decisões mal estruturadas podem gerar impactos acumulativos difíceis de corrigir posteriormente. Com isso, quanto maior a obra, mais complexo e caro tende a ser o processo de reparação operacional.
O mercado começou a mudar essa percepção?
Nos últimos anos, empresas passaram a perceber que velocidade isolada não garante competitividade sustentável. Clientes corporativos, investidores e operações industriais começaram a valorizar previsibilidade, estabilidade operacional e capacidade de entrega consistente acima de promessas agressivas de prazo.
Essa mudança também fortaleceu modelos de gestão mais analíticos, e a eficiência passou a depender menos de aceleração constante e mais de organização técnica, leitura estratégica e controle operacional. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, como CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, destaca que o mercado continua valorizando rapidez, mas se tornou menos tolerante a erros gerados por decisões precipitadas.
Crescimento sustentável exige mais do que acelerar processos!
A pressão por velocidade continuará existindo na construção civil, principalmente em mercados cada vez mais competitivos. Ainda assim, as empresas que sustentam desempenho no longo prazo normalmente são aquelas capazes de equilibrar agilidade com planejamento, coordenação técnica e gestão estruturada de riscos.
Em síntese, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim aparece associado a um universo em que crescimento operacional depende de decisões menos impulsivas e mais estratégicas. Na construção civil contemporânea, entregar rápido continua importante, mas entregar com consistência passou a ser ainda mais valioso.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
